Você percebe que tem dificuldade de sentir prazer, leveza ou interesse por atividades que antes lhe faziam bem?
Tem se sentido ansiosa, preocupada ou em estado de alerta, mesmo sem conseguir identificar exatamente o motivo?
Talvez as demandas da gestação, da chegada do bebê ou da vida cotidiana pareçam maiores do que você consegue sustentar neste momento. Tristeza frequente, desânimo, vontade de chorar, culpa, irritabilidade, cansaço intenso e dificuldade para se vincular ao bebê também merecem atenção e acolhimento.
Em alguns casos, podem surgir pensamentos como “queria desaparecer” ou “não queria mais estar aqui”. Esses pensamentos não definem quem você é nem o seu amor pelo bebê — mas são um sinal importante de sofrimento e pedem ajuda profissional imediata.
Quando essas experiências acontecem com frequência, intensidade ou passam a interferir na sua rotina, nos relacionamentos e no cuidado consigo mesma, podem indicar sintomas de depressão e ansiedade no período perinatal, incluindo a depressão pós-parto. A avaliação com uma profissional de saúde é essencial para compreender a sua história e construir o cuidado mais adequado.
O puerpério é uma grande transição, não sendo resumido apenas às semanas seguintes ao parto. É um processo profundo de adaptação à maternidade, no qual corpo, emoções, relações e identidade passam por transformações profundas.
Nesse período, a mulher pode viver simultaneamente amor, alegria, medo, exaustão, insegurança, solidão e ambivalência. Não existe uma única maneira “certa” de se sentir mãe e o vínculo com o bebê é uma construção que acontece no tempo possível de cada família.
O puerpério, por si só, não é adoecedor. Entretanto, a falta de apoio, a sobrecarga, a privação de sono, experiências traumáticas, conflitos relacionais, dificuldades financeiras e expectativas irreais sobre a maternidade podem intensificar o sofrimento emocional. Além disso, um histórico pessoal ou familiar de depressão, ansiedade, trauma ou outros transtornos de saúde mental também podem aumentar a vulnerabilidade e merece acompanhamento psicológico cuidadoso.
Meu trabalho é voltado a mulheres que estão planejando uma gestação, são tentantes, gestantes ou vivenciam o puerpério. O pré-natal psicológico e a psicoterapia pós-parto oferecem um espaço seguro, ético e sem julgamentos para que a mulher possa nomear seus sentimentos, acolher ambivalências, elaborar medos e experiências difíceis, fortalecer recursos internos e construir uma rede de apoio possível.
Você não precisa atravessar a maternidade sozinha, nem corresponder a uma imagem idealizada para ser uma mãe suficientemente boa. Buscar cuidado emocional é uma forma de proteção para você, para seus vínculos e para a sua história materna.
Pré-natal psicológico
O pré-natal psicológico é um espaço de escuta e acolhimento para acompanhar as transformações emocionais da gestação. Em atendimentos individuais, você pode falar sobre expectativas, medos, mudanças no corpo, ambivalências, vínculos familiares, parto, maternidade e os muitos sentimentos que podem surgir nesse período.
Na abordagem junguiana, compreendemos a gestação como uma experiência profundamente simbólica e singular: além da chegada de um bebê, muitas vezes nasce também uma nova versão de si mesma. O processo terapêutico busca favorecer autoconhecimento, elaboração emocional e maior conexão com seus próprios recursos internos.
O acompanhamento respeita sua história, seu ritmo e sua realidade, sem julgamentos ou idealizações sobre a maternidade.
Aconselhamento reprodutivo e planejamento de filhos
O aconselhamento reprodutivo e o planejamento de filhos oferecem um espaço de escuta e reflexão para pessoas ou casais que desejam pensar, com mais clareza e cuidado, sobre a possibilidade de ter filhos — agora, mais adiante ou talvez não.
Em atendimentos individuais, podem ser acolhidas dúvidas, desejos, medos, pressões familiares e sociais, decisões sobre o momento de engravidar, mudanças na vida afetiva e profissional, além das experiências pessoais que atravessam a relação com a maternidade, a paternidade e a família.
Na abordagem junguiana, compreendemos essa decisão como parte de uma trajetória singular. Mais do que chegar a uma resposta imediata, o processo busca ajudar você a reconhecer seus desejos, conflitos e valores, ampliando o contato com os sentidos que essa escolha pode ter em sua história.
O acompanhamento acontece de forma ética, respeitosa e sem julgamentos, considerando que existem muitas formas legítimas de construir uma vida, uma família e um projeto de futuro.
Acompanhamento em reprodução assistida
A reprodução assistida pode ser um caminho marcado por esperança, expectativas e decisões importantes, mas também por incertezas, desgaste emocional e mudanças na rotina. O acompanhamento psicológico oferece um espaço individual de acolhimento durante as diferentes etapas do tratamento.
Podem ser trabalhados sentimentos relacionados a tentativas que não tiveram o resultado esperado, ao luto diante de testes negativos ou interrupções gestacionais, à pressão do tempo biológico e às expectativas próprias, familiares e sociais. Também há espaço para abordar os impactos do tratamento na sexualidade, no relacionamento e na relação com o próprio corpo.
Na abordagem junguiana, buscamos compreender a experiência para além dos procedimentos médicos, considerando seus sentidos emocionais e simbólicos na história de cada pessoa. A terapia pode ajudar a elaborar conflitos, fortalecer recursos internos e sustentar o processo com mais presença, autonomia e cuidado consigo.
O acompanhamento respeita seu ritmo, suas escolhas e a singularidade de sua jornada, podendo também favorecer uma comunicação mais clara e consciente com a equipe médica.
Preparação emocional para o parto
A preparação emocional e psicológica para o parto é um espaço de acolhimento para gestantes, individualmente ou em casal, que desejam se preparar para essa experiência com mais informação, segurança e conexão com seus próprios recursos internos.
Nos encontros, podem ser abordados o medo do parto, a tocofobia, dúvidas sobre intervenções e escolhas possíveis, bem como experiências anteriores de parto, gravidez ou perdas que ainda mobilizam emoções. O processo também pode apoiar a construção de um plano de parto emocional: uma reflexão sobre necessidades, limites, desejos, formas de suporte e estratégias de cuidado para esse momento.
Na abordagem junguiana, compreendemos o parto como uma experiência corporal, emocional e simbólica, atravessada pela história singular de cada pessoa. A psicoterapia busca favorecer a elaboração de medos e expectativas, sem idealizar um tipo específico de parto ou prometer controle sobre todos os acontecimentos.
O acompanhamento pode ainda contribuir para uma comunicação mais clara com a equipe obstétrica e para que a gestante — e, quando houver, sua parceria — se sinta mais participante, amparada e respeitada em suas decisões.
Psicoterapia no puerpério
O puerpério é um período de intensas mudanças físicas, emocionais e relacionais. A psicoterapia oferece um espaço de escuta e acolhimento no pós-parto imediato ou tardio, para que você possa falar sobre sua experiência de forma segura, sem culpa e sem idealizações sobre a maternidade.
Nos atendimentos, podem ser trabalhados cansaço extremo, sobrecarga, ansiedade, sentimentos de tristeza, irritabilidade, solidão, inseguranças e dificuldades de adaptação à nova rotina. Também há espaço para acolher um baby blues que se prolonga, sinais de depressão pós-parto e desafios na construção do vínculo com o bebê.
Na abordagem junguiana, compreendemos o puerpério como uma travessia profunda, em que uma nova configuração de si mesma pode estar nascendo junto com o bebê. O acompanhamento busca ajudar a elaborar sentimentos ambivalentes, reconhecer necessidades e fortalecer recursos internos para viver esse período com mais cuidado e presença.
A psicoterapia não substitui acompanhamento médico ou psiquiátrico quando necessário, mas pode atuar de forma complementar e integrada à rede de cuidado. Se houver sofrimento intenso, pensamentos de machucar a si mesma ou ao bebê, é importante buscar ajuda profissional imediata.
Psicoterapia para pais (paternidade)
A chegada de um bebê também transforma profundamente quem se torna pai ou parceiro. A psicoterapia oferece um espaço de escuta para acolher a transição para a paternidade, as expectativas sobre esse novo papel e as mudanças que surgem na rotina, na identidade e nos vínculos familiares.
Nos atendimentos, podem ser trabalhados medos, inseguranças, sobrecarga, sentimentos de exclusão, dúvidas sobre o cuidado com o bebê e os impactos da chegada de um filho na vida conjugal. Também há espaço para olhar com atenção para a saúde mental paterna, frequentemente pouco reconhecida, e para as experiências pessoais que influenciam a forma de viver a paternidade.
Na abordagem junguiana, compreendemos a paternidade como uma experiência singular, atravessada pela própria história, pelas referências familiares e pelos sentidos construídos ao longo da vida. O processo terapêutico busca favorecer maior consciência sobre essa travessia, fortalecer recursos emocionais e apoiar a construção de uma presença mais possível, autêntica e cuidadosa.
Terapia de casal na transição para a parentalidade
A chegada de um filho transforma a vida do casal. Entre novas responsabilidades, noites mal dormidas e mudanças na rotina, é comum que surjam conflitos, distanciamentos e dificuldades para se reconhecer na relação.
A terapia de casal oferece um espaço de escuta e diálogo para abordar a divisão de tarefas, a sobrecarga, os impactos da exaustão e da privação de sono, as mudanças na sexualidade e os conflitos relacionados à criação dos filhos. Também pode ajudar quando existem diferenças de estilo parental, expectativas distintas ou dificuldades para renegociar papéis após o nascimento.
Na abordagem junguiana, compreendemos o casal como um encontro entre duas histórias, valores e formas de se vincular. A chegada de um bebê pode mobilizar experiências antigas, referências familiares e expectativas nem sempre conscientes sobre maternidade, paternidade e vida a dois.
O processo terapêutico busca fortalecer a comunicação, ampliar a compreensão mútua e apoiar acordos mais possíveis e cuidadosos para a família que está se formando.
Acompanhamento dos marcos de separação
Momentos como o desmame, o início na creche, o retorno ao trabalho após a licença-maternidade ou paternidade e as mudanças na rotina familiar podem despertar sentimentos intensos. Mesmo quando são escolhas desejadas ou necessárias, essas transições podem envolver culpa, ansiedade, saudade, insegurança e conflitos.
O acompanhamento psicológico oferece um espaço de escuta para acolher essas vivências e compreender como cada marco de separação atravessa a relação com o bebê, a parentalidade, o casal e a própria identidade.
Na abordagem junguiana, entendemos a separação como parte importante do processo de desenvolvimento e diferenciação, tanto para a criança quanto para os adultos que cuidam dela. A psicoterapia busca ajudar a elaborar os sentimentos envolvidos, reconhecer necessidades reais e construir formas mais conscientes e possíveis de atravessar essa nova etapa.
O processo respeita o ritmo e a realidade de cada família, sem idealizar uma forma única de cuidar, trabalhar ou viver os vínculos.